Dói-me a tua ausência, avô.
Dói-me não te encontrar em lado nenhum: na cadeira gasta de praia, a alisar o jornal no café, a mastigar de olhos fechados à mesa da cozinha. Dói-me não te poder ver nunca mais, olhar para as fotografias e sentir que são como as plantas artificiais: por muito bonitas e realistas que possam parecer, não passam de um elemento morto, decorativo, falso. Quando olho para as tuas fotografias, à tua procura, sinto que não te representam com a vida que eu espero, falta a tua essência, faltas tu.
Dói-me o sorriso que não me espera, os ouvidos ávidos das minhas histórias que ensurdeceram. Dói-me as nossas longas conversas que cessaram, deixando apenas o vazio. Nós que éramos tagarelas natos.
Oh, avô, e eu ainda tenho tantas coisas para te contar, tantos sonhos para partilhar contigo. Onde é que estás? Onde é que estás, avô? Queria tanto poder abraçar-te, para nunca mais te largar.
Muito lindo cunhada.....as palavras aliviam nos a alma.e quem escrever reza duas vezes pois fica escrita para sempre a mesma oração...beijinhos querida
ResponderEliminar