Ontem foi Dia dos Avós. Tirando o Dia de Natal, o Dia da Mãe e o Dia de Mim (o dia dos meus anos), nunca dei grande importância às datas socialmente pré-definidas para assinalar algo, considerando-as até um pouco hipócritas, como o caso do Dia dos Namorados. Mas ontem, com todas as palavras e mensagens que fui lendo aqui e ali sobre este dia, foi-me crescendo um aperto no peito de tristeza e saudades do meu avô. Gostava de lhe ter desejado um "feliz dia", presenteando-o com um beijinho especial e um abraço apertado. Gostava de lhe ter dito que ele era o melhor avô que alguma neta poderia desejar. Gostava de lhe ter dito para nunca, nunca nem nos seus piores sonhos, se lembrasse de se transformar em nuvem ou estrela ou pássaro e voar para longe de mim. Gostava de lhe ter dito que ele me faz falta todos os dias, que tenho saudades da sua voz, do seu riso, da sua presença. Gostava de lhe ter dito que se eu fosse rainha do mundo, abolia este Dia dos Avós ou, melhor ainda, proibia que os avós morressem. Gostava de lhe ter dito que nunca me senti tão pequenina como agora, sem ele. Gostava de lhe ter dito que, se alguma vez tive um amigo, foi ele. E que vou gostar sempre dele e lembrá-lo com o amor, admiração e respeito que ele me merecia.
És o melhor avô do mundo, avô.
És o melhor avô do mundo, avô.
Sem comentários:
Enviar um comentário